A professora Alexandra Carvalho Pontes, de 39 anos, é daquelas educadoras que iluminam a sala antes mesmo de começar a aula. Há seis anos em Ouroeste, conquistou alunos, pais e colegas com um jeito singular de ensinar, sempre leve, criativo e atento às necessidades das crianças.
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Natural de Guzolândia, descobriu em plena pandemia, em 2020, uma nova forma de manter o vínculo com seus alunos. Entre uma lousa improvisada na sala de casa e um tripé artesanal, gravava vídeos para que os pequenos do 2º ano continuassem aprendendo. A iniciativa, simples à primeira vista, acabou se tornando companhia diária para muitas famílias em um momento desafiador.
Com a volta das aulas presenciais, Alexandra percebeu que a tecnologia poderia seguir como aliada, não para substituir, mas para aproximar. Na EMEF Laiz, os vídeos passaram a integrar o cotidiano das turmas, sempre com intencionalidade. Os alunos participam das gravações, opinam, criam roteiros, ensaiam falas e se emocionam com o resultado. Juntos, já produziram conteúdos sobre temas como Consciência Negra, Independência do Brasil e Autismo, sempre de forma sensível e educativa. “Nem tudo é brincadeira, mas tudo pode ser aprendizado”, resume a professora.
A trajetória até chegar à sala de aula também foi feita de coragem e mudanças. Apesar do sonho antigo de ser professora, Alexandra trilhou outros caminhos antes de reencontrar sua vocação. Trabalhou como comerciante, mudou-se para Ouroeste, estudou Pedagogia enquanto era merendeira em Indiaporã e foi recebida pela comunidade escolar com generosidade.
Uma de suas principais referências é sua antiga professora, Célia Lofego, a “tia Célia”, lembrada até hoje com enorme carinho. “O conteúdo pode até ser esquecido com os anos, mas o gesto que acolhe fica”, ressalta Alexandra. O primeiro dia como professora ela jamais esquece: os olhos curiosos da turma a encarando com expectativa fizeram com que entendesse, ali, que ensinar seria seu propósito definitivo.
Hoje, conhecida carinhosamente como “tia Alexandra”, ela inspira as crianças a confiar, perguntar e criar. Para ela, o que marca uma trajetória escolar não é só o conteúdo, mas a atenção, a presença e a forma como cada aluno é percebido. E isso ela entrega todos os dias com dedicação, cuidado e compromisso.
Seu maior desejo para o futuro é simples e bonito: continuar na sala de aula até ficar bem velhinha, para que, quando seus pequenos forem adultos, se lembrem da professora do 2º ano com a mesma ternura que ela dedica a cada um deles.





