Terminou nesta terça-feira (11) o primeiro dia do Tribunal do Júri em Ouroeste, com o julgamento de Luciano Aparecido Gianini, condenado pela morte do próprio amigo, Júlio dos Santos Pereira, conhecido como Julinho. O crime aconteceu em 8 de maio de 2025, no bairro Cohab, em Guarani d’Oeste. Segundo a acusação, Luciano utilizou um fio de televisão para estrangular Júlio e também desferiu agressões que provocaram sua morte por hemorragia interna na região do abdômen. Durante o julgamento, foram ouvidas seis testemunhas: a mãe do réu, o irmão da vítima, o proprietário de um bar, um vizinho e dois policiais militares.
A defesa sustentou a tese de legítima defesa. Em depoimento, Luciano afirmou que Júlio teria iniciado as agressões e o enforcado. Segundo sua versão, ele reagiu com um soco na região da traqueia, golpe que teria provocado a morte. O réu também relatou que devia dinheiro à vítima e que os dois faziam uso de drogas e bebidas alcoólicas.
O Ministério Público defendeu a condenação e a manutenção das três qualificadoras. A promotora de Justiça Mariana Nunes Borges afirmou que não havia elementos nos autos que sustentassem a legítima defesa. “Pelo contrário, o réu não tinha lesões no corpo e ficou clara a intenção de matar”, afirmou. Mariana também destacou o uso de sal no rosto da vítima enquanto ela agonizava e um “pisão” no pescoço. Para a acusação, o motivo fútil estaria relacionado à dívida, enquanto o recurso que dificultou a defesa ocorreu porque os dois eram amigos e a agressão teria sido inesperada.
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Ao final, os sete jurados sorteados para compor o Conselho de Sentença consideraram Luciano culpado por homicídio triplamente qualificado, reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O juiz-presidente fixou a pena em 23 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado. Nesta quarta-feira, o Jornal de Ouroeste acompanha o segundo julgamento, de Daniel Vieira de Lima, acusado de tentar matar o próprio cunhado, em Ouroeste.
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