O Brasil atravessa dois anos consecutivos marcados por números elevados de feminicídio. Em 2024, o país registrou 1.492 mulheres assassinadas em razão do gênero, o maior número desde que o crime passou a ser tipificado, em 2015. Já em 2025, foram contabilizados 1.470 casos, mantendo a média de quatro mulheres mortas por dia.
Os dados de 2024 apontam um crescimento de 0,7% em relação ao ano anterior, mesmo diante da queda de 5,4% nas Mortes Violentas Intencionais no país. A taxa de feminicídio chegou a 1,4 por 100 mil mulheres, demonstrando que a violência de gênero segue uma dinâmica própria, distinta da criminalidade geral. Em outubro daquele ano, o feminicídio passou a ser considerado crime autônomo, com aumento da pena para até 40 anos de prisão.
O perfil das vítimas revela que a maioria eram mulheres negras, que representaram 63,6% dos casos em 2024, com predominância na faixa etária entre 18 e 44 anos. Também houve crescimento expressivo de feminicídios entre adolescentes e mulheres com mais de 60 anos. Em quase dois terços dos casos, o crime ocorreu dentro da residência da vítima, sendo a arma branca o meio mais utilizado. Os autores, em sua maioria, eram companheiros ou ex-companheiros.
Em 2025, os registros permaneceram elevados, com concentração nos estados mais populosos. São Paulo liderou em números absolutos, seguido por Minas Gerais. Os crimes ocorreram ao longo de todo o ano, com picos em abril, outubro e novembro. A média de quatro feminicídios por dia vem sendo registrada de forma contínua desde 2019, evidenciando a dificuldade do país em reduzir esse tipo de violência.
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Desde 2015, quando teve início a contabilização nacional, 13.448 mulheres foram assassinadas no Brasil. Os números reforçam que, apesar de avanços legais, o enfrentamento ao feminicídio exige políticas públicas de prevenção, proteção às vítimas e combate ao ciclo de violência doméstica, que ainda persiste em grande parte dos casos.





